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Plantas medicinais - a saúde que vem do jardim
Autor: Regina Motta Data: 24/8/2009

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lantas medicinais – tão antigas quanto a humanidade

Descobertas arqueológicas, remontando à Idade da Pedra, parecem confirmar que algumas plantas já eram utilizadas pelos nossos ancestrais, como o sabugueiro, por exemplo.

Mais tarde, depois da descoberta de antigos pergaminhos, já foi possível precisar quais os conhecimentos de que o homem dispunha na Antiguidade.



Na China, em 2900 AC, já havia o uso de mais de 350 curativos, enquanto que no Egito, por volta do ano 1500 AC foi escrito o Papiro de Ebers com quase 900 receitas medicinais.

Os egípcios já utilizavam o alho e a cebola com objetivos medicinais e enviaram uma expedição à Síria com o objetivo de procurar novas ervas.



Da Antiguidade, conhecemos os nomes de alguns sábios que usavam a medicina ervanária como: Hipócrates (460 a 370 AC), Aristóteles (384 a 322 AC), Pedáneo Dioscórides (50 DC) que deixou uma obra de relevância, usada até a Idade Moderna, com a descrição da ação de cerca de 700 plantas medicinais: De materia medica. Muitos outros em várias épocas podem ser citados como Caio Plínio – O Velho, Cláudio Galenus ou Galeno.

A utilização de plantas medicinais sempre foi transmitida oralmente para a geração seguinte, muitas vezes associada a mitos, lendas e feitiçarias.

No entanto, no contexto da fé cristã, o cuidado dos doentes era assumido pelos mosteiros, que perpetuaram as velhas práticas e os conhecimentos antigos.

Os jardins dos mosteiros e conventos eram a farmácia de então, não só de plantas nativas, como também plantas trazidas de outros países. O conhecimento era guardado nos herbários e na botânica, com registro de seus efeitos.

Com o advento da imprensa, no século XV, os livros de ervas passaram a ser difundidos fora do círculo fechado dos mosteiros.

Na Idade Moderna, estes conhecimentos são abandonados, dando lugar a uma nova prática médica. Apenas no século XIX houve uma recuperação das informações abandonadas, feita por Kneipp (1821 a 1897)

Hoje, temos consciência da riqueza das ervas que se perderam no decorrer dos anos e a indústria médica volta-se, cada vez mais, para a análise das plantas e seus efeitos.

Não obstante os comprovados benefícios que algumas ervas possuem, não se deve lidar com plantas medicinais de forma aleatória.
Elas podem produzir efeitos colaterais adversos se não forem utilizadas de forma correta.

Se você pretende ter seu ervanário, muita atenção na colheita das ervas:

Colher plantas limpas, de preferência pela manhã.

Evite colher plantas ao lado de ruas para não haver contaminação.

Leve apenas algumas folhas, jamais arrancar a planta por inteiro, cortar com faca afiada para que ela possa se restabelecer.

Não usar saco plástico para seu transporte, usar saco de tecido para que não murchem.

Se quiser usar ervas secas de lojas especializadas, siga rigorosamente as instruções da embalagem ou do folheto que as acompanha.

Lembre-se:

As plantas medicinais são a natureza em estado puro e quem as utiliza ganha uma nova consciência de seu corpo como um todo.

Leia também:

Porque jardim: um pouco de história

Origem do paisagismo

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